sábado, 7 de maio de 2011
Nem doeu
O mais incrível disso tudo é que estou bem. Estou bem mesmo. Não é uma auto-afirmação.
Do meu rosto manchado e risonho não caiu sequer uma lágrima.
Todas aquelas palavras, além de não fazerem o menor sentido pra mim, também não fez o menor efeito.
Eu sou uma pipa. Pois é, uma pipa. Aquele negócio de papel que fica no céu, sabe?
Estou lá. No alto. Sentindo aquela brisa que você tanto fugiu, que você tanto falou mal.
Estou lá, olhando um leão puto da vida por não conseguir pegar a linha que me segura. Ele ruge, ele pula, e posso até dizer que ele chora. É, ele com certeza chora. E eu ainda estou lá, vendo o futuro dele...
Fogo! Pouco fogo. Mas ainda assim queima, e dói pra caralho, disso não há dúvidas, mas quem se importa?
Você? O leitor? Ninguém faz isso. E se fazem, escondem muito bem. Assim como escondem as mentiras, histórias, e vícios.
Eu sou ar, vento, sou a própria brisa que leva a pipa. Sou defensivo, o que não significa que eu não saiba atacar.
Eu prefiro ficar lá em cima, imparcial. Não tomar mais decisões e abandonar definitivamente o posto de líder, mas quero ser essencial pra qualquer atitude tomada.
Acenda-se, alastre-se, ruja, corra, faça a "puta que pariu", pode fazer, seja lá como, mas faça! Pois eu quero ver a frustração cobrindo sua cara ao ver que a única coisa q conseguiu, foi me fazer desbicar pra direita.
E no fundo, só desejo a chuva...
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Gosto de pipas. ♥
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